Laura Erber nasceu em 1979 num planeta telúrico formado há 4.54 bilhões de anos. Publicou Insones (7 Letras, 2002), Os corpos e os dias / Körper und tage (Merz-Solitude, 2006) e Vazados & Molambos (2008). Com o escritor italiano Federico Nicolao e a artista coreana Koo Jeong-A realizou o livro Celia Misteriosa (Villa Medici e edições Io, 2007). Foi escritora em residência na Akademie Schloss Solitude (Alemanha) e no Vlaanderen Pen Center (Bélgica). Teve poemas publicados em revistas de poesia no Brasil (Inimigo Rumor, Cacto, Poesia Sempre) e colabora desde 2004 na revista Chorus una costellazione (Gênova, Itália). É Mestre em Letras pela PUC-Rio com a dissertação No man’s langue: a poesia em fuga de Ghérasim Luca. Além de escritora é artista visual. Seus trabalhos investigam as alianças e descontinuidades entre palavra e imagem. Participou de exposições em diversos centros de arte, tais como Grand Palais de Paris, Fundação Miró, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Oi Futuro, Centro Cultural Banco do Brasil, IASPIS, Jeu de Paume. Além disso, como toda Meidosemmes, ela sonha apenas em entrar no Palais de Confettis…
Laura Erber nace en 1979 en un planeta telúrico formado hace 4,54 billones de años. Ha publicado Insones [Sonámbulos] (7 Letras, 2002), Os corpos e os dias [Los cuerpos y los días]/Körper und Tage (Merz-Solitude, 2006) y Vazados & Molambos [Vacíos y Harapos] (2008). Ha realizado junto al escritor italiano Federico Nicolao y la artista coreana Koo Jeong-A el libro Celia Misteriosa (Villa Medici y ediciones Io, 2007). Ha sido escritora visitante en la Akademie Schloss Solitude (Alemania) y en el Vlaanderen Pen Center (Bélgica). Tiene poemas publicados en diversas revistas de Poesía de Brasil (Inimigo Rumor, Cacto, Poesia Sempre) y colabora desde el año 2004 con la revista Chorus Una Costellazione (Génova, Italia). Tiene una master en Filología por la PUC de Río (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) que obtuvo con la disertación “No man’s langue: a poesia em fuga de Ghérasim Luca” [No man’s langue: la poesía en fuga de Ghérasim Luca], además de ejercer como escritora y artista visual. Sus trabajos profundizan en las alianzas y discontinuidades entre la palabra y la imagen. Ha participado en exposiciones organizadas en diversos centros de arte, tales como el Grand Palais de París, la Fundación Miró, el Museo de Arte Moderno de Río de Janeiro, Oi futuro, el Centro Cultural Banco do Brasil, IASPIS, y el Jeu de Paume. Por otra parte, como toda meidosema [Meidosemme], no sueña más que con entrar en el Palacio del Confeti[1]
[1] Michaux, H. Meidosemmes. Le Point du Tour. París, 1948. Reeditado en Michaux, H. “Portrait des Meidosemmes”, en La vie dans le plis. Gallimard. París, 1949.
Poema com fundo de Paul Van Ostaijen 2
a garota de Pamplona agora vive em Honolulu
com um colar de pérolas de plástico
numa estufa – ela vai continuar
crescendo -
ela
era o seu spleen alegre
o seu chouchou
com ela por perto você dizia
flonflons, pink,
bleu ruban
as louças tremiam
as palavras gorgeous gorgeous!
vagas vagas
mas ela estava resolvida
e avançava
(IN: Vazados & Molambos, Editora da Casa, 2008, p.20)
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O fim do Império
I
Começava com você escrevendo sobre lábios ressecados no Tennessee.
II
Eu perguntava se a canção secreta da garota húngara não era o
roman-fleuve de uma Lotte Lenya antepassada.
IV
Uma mulher que ficava apoiada na borda do camarote sonhando com o fim do Império.
V
Ela que não tinha profundidade alguma.
VI
Só ar brilho e nada mais.
VII
Alguém sonhava em guardá-la num tubo de vidro.
IX
Chegaria o novo século, o fim do império, o fim da Hungria, o fim do roman-fleuve, chegaria?
X
Ela nos olha de longe com uma expressão de pânico contida.
XI
Quantos metros de língua para se enforcar no solilóquio?
XI
Quanto duas pessoas podem se afastar sem se perder de vista?
XII
E no Tennessee?
(Este foi publicado no livro Vazados & Molambos, Editora da Casa, 2008)


Bom dia!, o meu nome é Joana estudo Artes e adorei imenso do teu blogue! Muito linda sim senhora!
Aplica-se muito bem com tudo aquilo que aqui vi.Existe por vezes há imenso que expressar nos blogues!Nada nada mais gostoso do que deixar a nossa escrita online!
Beijinhos
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